Participação em matéria Revista Juice
Foto ilustrativa em matéria sobre a fotógrafa Marianna Piccoli, publicada na revista Juice nº 26
Fotos: Marianna Piccoli
Foto ilustrativa em matéria sobre a fotógrafa Marianna Piccoli, publicada na revista Juice nº 26
Fotos: Marianna Piccoli
Capa: Guigui - voadora quebra tudo em São Francisco do Sul
Foto: Marianna Piccoli
Arte: Guilherme Rosa
O pessoal de Santa Catarina também compareceu em peso na temporada. Guilherme Ramalho e Ícaro Ronchi chegaram em boa hora no North Shore e surfaram ótimos swells. Aos poucos foram pegando intimidade com Pipe e marcavam presença toda vez que Rocky Point estava clássico. Outro Catarina que voou bastante em Rocky Point foi o Yuri Castro, da Lost. Enquanto Yuri mostrava seu surf progressivo, o filmmaker Eric registrava as imagens para mais um projeto deles.
Com certeza Santa Catarina é um dos lugares do Brasil que mais reúne atletas “radicais”. Binho Nunes, Fábio Gouveia e a revelação do Uruguai, Marco Giorgi, carimbaram presença no North Shore e contribuíram positivamente para a imagem dos brasileiros, e da galera do sul, no North Shore nesta temporada. Representando o time feminino, estava Gabriela Leite, de 15 anos, que se jogou bastante na sua primeira temporada.
A oportunidade que os atletas da nova geração têm de analisar o nível de um campeonato destes e a dificuldade que é entrar em um WCT. Que sirva como experiência, sem pressão alguma! E para os experientes que já tem pontos no ranking tentando uma vaga para o WCT, talvez um passo a frente por estar perto de casa e já ter surfado lá algumas vezes. E para a região que estiver recebendo, não apenas uma cidade, será sim o palco de um grande evento mundial de surf e reconhecido por pessoas do mundo inteiro. O campeonato que aconteceu na Prainha era de 4 estrelas, quem sabe 2008 venha um de 6, ou um WCT?
Comecei a surfar pela diversão e não deixei de me divertir com isso até hoje. Fazem 7 anos que eu surfo, e toda vez que entro na água é como se fosse a primeira. Até melhor, pois me sinto mais evoluído, agora a diversão virou também o meu trabalho. Acho que muitas pessoas se prendem ao trabalho pelo dinheiro para sustentar a família e ter um luxo maior. Eu me prendo ao surf para que cada dia de treino possa evoluir mais e onde eu realmente quero chegar que é um dia ser WCT, ser campeão mundial, ter bons patrocínios e conseguir viver com o que ganhei ao longo da minha vida! Depois de aposentado? Já tenho algo em mente!.
Guilherme Ramalho, o Guigui narra a bateria de seu amigo Ícaro, durante o WQS 07 em São Chico.
Imagens: Marianna Piccoli e Paulinho Juice
Edição: Manu Scarpa
Atletas Catarinenses treinam forte nas praias do North Shore da ilha de Oahu no Hawaii.
Os catarinenses, Guilherme Ramalho, Ícaro Ronchi, Renan Jensen e Thiago Muller estão treinando forte nas pesadas ondas do arquipélago havaiano desde o dia 9 de janeiro. Os atletas foram acolhidos pelo surfista Lucas de Nardi, que além de ser um ótimo surfista é também mestre de Yoga. O grupo conta também com o suporte do fotógrafo Caue Dal Fovo. O grupo esta hospedado na casa do Julião, a base fica nada mais nada menos que perto da baía de Waimea, próximo a praia.
Apesar dessa não estar sendo uma das melhores temporadas de ondas nos últimos tempos no arquipélago, a galera tem aproveitado muito a estada junto à meca do surf mundial para treinar forte e aprimorar os conhecimentos nas ondas da região.
Os picos mais freqüentados pelo grupo de surfistas, na hora dos treinos, têm sido as praias de Rock Point, Haleiwa, Off the Wall, Left Overs e até mesmo a temida Pipeline. O “rolé” atrás das ondas já faz parte do cronograma diário da garotada nas ilhas.
O time brasileiro se reforçou com a chegada dos atletas de São Paulo, Miguel Pupo, Caio Ibele e Gabriel Medina, que chegaram a poucos dias nas ilhas.
Guilherme Ramalho tem surpreendido muito a todos por sua atitude nas ondas poderosas, tendo em vista que essa é a sua primeira temporada. Renan e Thiago mostraram evolução em sua segunda ida ao Hawaii e pegaram boas ondas. Já o surfista Ícaro Ronchi, tirou proveito das suas duas temporadas anteriores e vêm pegando bons tubos nas free sessions. O moleque apresentou muita evolução e go for it nas sessões que participou. Inclusive entrou num dia grande em Pipe e já pôde sentir o Power e a vibração do pico.
A rotina da galera é aquela que sempre acompanha os surfistas, acordar cedo, tomar o café da manha reforçado, dar uma olhada pra conferir o melhor pico com um Escort 94 ( o carro da galera), e surf, muito surf. A rotina é basicamente essa, surfar o dia todo!
O grupo de brasileiros permanece na ilha até o próximo dia 22 de fevereiro, seguindo a rotina de treinos e aulas de Yoga. Até lá com certeza teremos mais informações sobre a trip do time catarinense no arquipélago.
Credito Fotos: Caue Dal Fovo e Mariana Piccoli.
Texto: adaptado do diário de bordo do surfista Ícaro Ronchi.
Adaptação do texto e publicação: Artur Dobairrol.
Redação: Dobairrol Surf / Câmera Surf.
Jovens surfistas correm o mundo atrás de picos alucinantes
Surfar as melhores ondas do planeta na companhia dos amigos é o sonho de todo surfista. Em Santa Catarina, um dos berços da modalidade no país, a história se repete.
Jovens com idades entre 12 e 19 anos viajam pelo mundo para treinar nos picos mais alucinantes e curtir em toda a sua intensidade o prazer que o esporte proporciona.
O florianopolitano Ícaro Ronchi, 17, é um dos desbravadores dos mares. Ele já esteve em Punta Rocas, no Peru; Galápagos, no Equador; Califórnia, nos Estados Unidos; Pipeline, no Havaí, além de Costa Rica e Panamá. Sua última conquista foi Pichilemu, no Chile, local que sedia, neste domingo, a final da primeira seletiva do Billabong Pro Junior.
- Meu próximo objetivo é viajar para a Indonésia, Tahiti e Austrália. Quero treinar forte nessas ondas para um dia, quem sabe, me aproximar dos melhores do mundo - diz Ícaro, filho do ex-presidente da Federação Catarinense e dono da extinta revista Inside, Edson “Ledo” Ronchi.
Outro catarinense que percorre o mundo é Ricardo dos Santos, 17, natural da Guarda do Embaú, em Palhoça. Lá, Ricardinho deu suas primeiras remadas aos seis anos de idade. Mas o inquieto garoto viu que precisava alçar vôos mais altos para surfar ondas fortes e pesadas e explorar todo o seu potencial. Ricardinho viu o seu sonho tornar-se realidade há dois anos, quando finalmente pôde conhecer o Havaí.
- Aquela viagem mudou tudo na minha vida. Lá eu tive certeza do que eu queria e de que era preciso levar o surfe muito a sério - destaca.
Depois do Havaí, novas viagens se sucederam e o garoto da Guarda do Embaú não parou mais. Esteve na Indonésia, Teahupoo, no Tahiti, outras duas vezes no Havaí, no Peru e agora no Chile.
Parceiro de Ricardinho nessas aventuras, o argentino naturalizado brasileiro Alejo Muniz, 18, considera-se um privilegiado. Também pudera: o garoto, cuja família mora em Bombinhas, no Litoral Norte de Santa Catarina, já esteve no Havaí, Peru, França, Portugal, Espanha, Indonésia, Tahiti, México e Austrália, onde passou quatro meses estudando e surfando. Um currículo de causar inveja a qualquer diplomata.
- Minha primeira experiência internacional foi no Peru, em Punta Hermosa, aos 13 anos - lembra Alejo.
Guilherme Ramalho, 18, de Balneário Camboriú, também está nessa. Neste ano, Guilherme esteve dois meses com o amigo Ícaro Ronchi no Havaí. Mas foi em 2006, em Punta Hermosa, no Peru, durante uma seletiva do Pro Junior, que Guilherme debutou no cenário internacional.
- Na primeira viagem eu senti mais pressão, pois iria disputar um campeonato de alto nível. Agora estou mais tranqüilo.
( jean.balbinotti@diario.com.br )
JEAN BALBINOTTI * | Pichilemu, Chile